<em>Brax</em> tem de cumprir
O PCP mantém solidariedade activa para com as 450 trabalhadoras da fábrica de confecções de Serzedo, que a administração alemã quer encerrar à margem das leis portuguesas.
O Governo não age para travar o encerramento selvagem
Exigindo a viabilização da empresa, o pagamento das remunerações em atraso e o cumprimento dos direitos, os trabalhadores (na maioria, mulheres), centenas de operárias deslocaram-se segunda-feira ao Governo Civil do Porto. Enquanto uma delegação reunia com o representante do executivo no distrito, as trabalhadoras mantiveram-se concentradas na rua. Num ambiente emocionado e combativo, sob continuada chuva, gritaram palavras de ordem, como «Durão, escuta: a Brax está em luta».
Aqui esteve o deputado comunista eleito pelo distrito, reafirmando a solidariedade do Partido. Já na sexta-feira, Honório Novo integrou, com os camaradas Jorge Sarabando e Domingos Oliveira, a delegação do PCP que esteve no plenário de trabalhadores, nas instalações da empresa. O Sindicato do Vestuário do Porto convidou também os outros partidos, que não compareceram.
Aos trabalhadores, Honónio Novo deu conta das iniciativas já tomadas pelos comunistas, referindo a apresentação de um requerimento na Assembleia da República. Informou também que Ilda Figueiredo dirigiu à Comissão Europeia uma pergunta escrita.
Neste documento, a deputada do PCP no Parlamento Europeu solicita informação sobre apoios comunitários concedidos à Brax Portuguesa, à empresa-mãe ou a outra filial. Pergunta ainda «que medidas pensa a Comissão tomar para travar estas constantes deslocalizações de multinacionais e o desemprego que provocam».
De acordo com o Sindicato do Vestuário do Porto, a Brax beneficiou de «apoios financeiros superiores a dois milhões e meio de euros», no âmbito da Iniciativa para a Modernização da Indústria Têxtil (IMIT, projecto do Ministério da Economia), além de outras verbas eventualmente recebidas por outras vias, como o Pedip ou incentivos fiscais.
Na «carta-aberta das trabalhadoras da Brax», divulgada pelo sindicato, são denunciados «os verdadeiros objectivos» da decisão do grupo alemão: «deslocalizar a produção para países do Leste europeu». Têm surgido referências, designadamente, à Roménia, onde pessoal da Brax portuguesa terá mesmo dado formação.
A dívida referente a salários em atraso e indemnizações legais é estimada, neste documento, em cerca de três milhões de euros, «por defeito e não por excesso».
Aqui esteve o deputado comunista eleito pelo distrito, reafirmando a solidariedade do Partido. Já na sexta-feira, Honório Novo integrou, com os camaradas Jorge Sarabando e Domingos Oliveira, a delegação do PCP que esteve no plenário de trabalhadores, nas instalações da empresa. O Sindicato do Vestuário do Porto convidou também os outros partidos, que não compareceram.
Aos trabalhadores, Honónio Novo deu conta das iniciativas já tomadas pelos comunistas, referindo a apresentação de um requerimento na Assembleia da República. Informou também que Ilda Figueiredo dirigiu à Comissão Europeia uma pergunta escrita.
Neste documento, a deputada do PCP no Parlamento Europeu solicita informação sobre apoios comunitários concedidos à Brax Portuguesa, à empresa-mãe ou a outra filial. Pergunta ainda «que medidas pensa a Comissão tomar para travar estas constantes deslocalizações de multinacionais e o desemprego que provocam».
De acordo com o Sindicato do Vestuário do Porto, a Brax beneficiou de «apoios financeiros superiores a dois milhões e meio de euros», no âmbito da Iniciativa para a Modernização da Indústria Têxtil (IMIT, projecto do Ministério da Economia), além de outras verbas eventualmente recebidas por outras vias, como o Pedip ou incentivos fiscais.
Na «carta-aberta das trabalhadoras da Brax», divulgada pelo sindicato, são denunciados «os verdadeiros objectivos» da decisão do grupo alemão: «deslocalizar a produção para países do Leste europeu». Têm surgido referências, designadamente, à Roménia, onde pessoal da Brax portuguesa terá mesmo dado formação.
A dívida referente a salários em atraso e indemnizações legais é estimada, neste documento, em cerca de três milhões de euros, «por defeito e não por excesso».